Notícias

Blog Single Image
20
set

SETEMBRO AMARELO


Por Dra. Jéssica Mara de Andrade Queiroz Tachibana Corrêa, Vice-Presidente da Comissão de Direito à Saúde

 

Inicialmente, destaquemos que o Setembro Amarelo trata-se de campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada no ano de 2015. O mês de setembro foi escolhido para tal campanha haja vista que, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. 

Mas, por qual motivo é importante trazer esse tema em roga?

Bem, muitas são as dúvidas concernentes a identificação dos sintomas, seja em pessoas próximas, familiares, seja pelo próprio indivíduo, que por vezes possui o pensamento com tendência suicida, porém, não consegue identificá-lo de pronto. Ainda, após o reconhecimento, outra dúvida paira sobre a situação, como e qual a melhor forma de lidar com o indivíduo que está passando por este momento? Quais as palavras a serem utilizadas? Quais as formas de propor tratamento? Ajuda? Qual a melhor abordagem? Quais os locais especializados para se procurar auxílio?

Por vezes os indivíduos aos olhos da sociedade estão aparentemente no seu melhor estado emocional, entretanto, em seu íntimo resta assolado em preocupações e frustrações, que levam a pensamentos de atenuar o sofrimento através do caminho pela morte.

Ainda mais nesse período em que estamos vivenciando, necessidade imperativa de isolamento social, perda do frequente contato com amigos, familiares, sociedade, diminuição ou efetiva perda de salário, remuneração, honorários, falta de atividade física, falta da rotina que se vivenciava, além do medo da própria morte através do COVID-19, sem leitos disponíveis em hospitais para internamento, ou ainda, a perda de familiares e amigos.

Toda uma sociedade assolada pelo vírus mortal e por seus desdobramentos que mudaram formas de agir, pensar, trabalhar, se comunicar, viver. E tudo isto a nível mundial.

A quantidade de notícias atualizando o número de óbitos e infectados, em que pese necessária, igualmente contribui e muito, para um desespero interior e uma ansiedade sem fim.

Portanto, identificar os que mais estão necessitados de ajuda, auxílio profissional, encaminhamento para o devido tratamento e as formas mais adequadas para tanto, se faz estritamente necessárias, principalmente no cenário mundial atual.

Em pesquisa realizada nos EUA, constatou-se as principais situações que podem ser gatilhos para iniciar os pensamentos suicidas: 1. Depressão; 2. Luto; 3. Grandes mudanças de vida (Separação, mudança de país); 4. Tentativas de suicídio anteriores; 5. Abuso de substâncias (álcool, drogas e medicamentos); 6. Dificuldades financeiras; 7. Uma história de suicídio na família; 8. Conexões a outras pessoas que morreram por suicídio.

Algumas maneiras de ajudar familiares e amigos que porventura estejam passando por desequilíbrio emocional são: 1 Pergunte a eles sobre isso; 2 Diga-lhes o quanto você os ama; 3 Tente tirá-los de casa e fazer as coisas;4  Incentive-os a procurar ajuda; 5 Dê-lhes algumas responsabilidades; 6 Ajude-os a encontrar seu lado espiritual; 7 Faça um plano de vida juntos, 8 Não minimize qualquer conversa ou comportamento auto-prejudicial; 9 Construa uma equipe de suporte para quando você não estiver por perto; 10 Não subestime gritos por atenção; 11 Ofereça ser seu contato de emergência; 12 Procure por sinais de que estão se preparando para a partida.

 FONTE: American Foundation for Suicide Prevention. Disponível em: https://afsp.org/ Acesso em 10/09/2020.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *