Mandirituba

MANDIRITUBA 60 ANOS – POR EVANDRO KRACHINSKI DUARTE E ANA MARIA MOTTIN

 

Mandirituba parte sul da Região Metropolitana de Curitiba, nasceu de emancipação política de São José dos Pinhais em 25 de julho ano de 1960. O nome tem origem indígena (Manduri – abelha e Tuba – abundância). Há indícios de que esta região em um passado distante tenha sido habitada por índios.

Próxima de Curitiba, nos últimos anos passou a ter visível desenvolvimento uma das cidades que oferece melhor qualidade de vida.

Com mais de 66% da sua população na área rural, possui forte característica agrícola. A produção de camomila já deu para a cidade o título de capital da camomila, bem como morango, extração de madeira, hortaliças como salsinha e mel de várias qualidades de abelhas, em especial a abelha manduri (sem ferrão) que deu nome à cidade estão entre as principais atividades econômicas.

Os dois centros urbanos apresentam robusto comércio que refletem o desenvolvimento na região. Um dos indicadores de que Mandirituba está com economia crescente são os números do CAGED apontando a criação de 278 empregos formais de 2017 a 2019. O Município conta hoje com 26 mil habitantes segundo estimativas do IPARDES.

Na área da Saúde devido à qualidade do atendimento as Unidades de Saúde receberam selos de certificação estadual. Na Educação a meta do IDEB foi atingida.

A segurança municipal conta com a Central Integrada de Segurança que une em um só local, as forças da Polícia Militar, Civil e Guarda Municipal, e videomonitoramento, dando agilidade e inteligência a segurança municipal, que refletiu na redução de 74% dos roubos e 60% em furtos nos últimos anos.

O Município tem grande apelo turístico pelas suas exuberantes paisagens, conduz a modalidade turística rural, proporcionando ao visitante a possibilidade de conhecer plantações e criadouros, propriedades rurais, para a compra produtos orgânicos de alta qualidade, com sabor caseiro. O turismo religioso se demonstra pelas Igrejas de rara beleza e um mosteiro de Monjas Beneditinas, que são atrativos únicos para devotos e apreciadores de artes sacras. Mandirituba permite experienciar sensações pelas passagens dos tropeiros e colonização diversificada, a cidade tem muita cultura para mostrar e história para contar, aliada a lindas paisagens naturais de campos e cachoeiras, apreciadas nas várias caminhadas da natureza.

Um marco turístico dos últimos anos foi o fortalecimento da Festa em comemoração ao aniversário da cidade, com recordes anuais de público, em suas três edições, marcou o calendário da região, em um encontro do homem do campo com as diversas manifestações culturais, exposições, shows e atrações, no Parque Municipal Ângelo Zeglin Palú.

O Município recebeu diversos prêmios por ações inovadoras como o Aplicativo do Empreendedor (para android e IOS) recebendo a certificação do Selo Ouro pelo SEBRAE, projeto Mãos que geram renda, além de prêmios em excelência no atendimento ao público.

Assim caminha a cidade das abelhas, fortalecendo sua identidade e defendendo seu povo para que permaneça seguindo suas aspirações.

 

Evandro Krachinski Duarte – Ana Maria Mottin

 

História

A fase do ouro foi realmente a responsável pela povoação dos Campos Gerais. A partir do século XVII iniciou-se a cata do ouro de aluvião, apesar do resultado da garimpagem nunca ter sido o esperado, quando se esgotou, a população garimpeira que aí permaneceu, dando origem a inúmeros povoados Esses garimpeiros desiludidos com a busca infrutífera do vil metal, voltaram à agricultura como meio de sobrevivência. Mais tarde, com a escassez de mão de obra, esta mesma sociedade busca no escravagismo do negro africano, a solução de seus problemas.

É neste contexto que surge o tropeirismo e a Estrada da Mata, que era apenas um trecho do histórico “Caminho de Sorocaba”, por onde era transportado o gado que saía de Viamão, no Rio Grande do Sul, até a feira de Sorocaba, principal centro comercial da época. A Estrada da Mata, que cortava os Campos Gerais do Paraná, e ía até os Campos de Lages, propiciou o estabelecimento de muitas propriedades agrícolas na região, onde hoje encontra o município de Mandirituba, muitas fazendas se desenvolveram, acompanhando os ciclos econômicos inerentes à sua época.

O período do extrativismo da madeira foi considerado um ciclo devastador no Estado do Paraná, no entanto de grande importância, por permitir a expansão das frentes colonizadoras. Depois da madeira se tornar um dos principais produtos de exportação, propiciou o início do ciclo agroindustrial no Estado.

No ano de 1900 foi instalada uma serraria na localidade denominada Fazenda Rio Grande, dentro do território domunicípio de São José dos Pinhais. A propriedade era da empresa Irmãos Bettega Ltda., que foram os responsáveis pela construção das duas primeiras casas comerciais e de uma escola. Mais casas foram sendo construídas e o lugar se desenvolveu.

Em 1909, o crescente lugarejo de Estrada de Mandirituba, foi elevado a Distrito Judiciário, no dia 17 de maio, pelo Decreto Estadual nº 243, simplificando sua denominação para Mandirituba.12 Nessa época seu território pertencia àComarca de São José dos Pinhais.

Pela Lei Estadual nº 4.245, de 25 de julho de 1960, Mandirituba foi elevada à categoria de município, desmembrando-se do município de São José dos Pinhais.12 Sua instalação oficial se deu em 15 de novembro de1961, quando foram empossados seus representantes locais.

Fonte: Prefeitura de Mandirituba