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26
set

DIA NACIONAL DOS SURDOS


– por Thiago Gabriel Mendes Córdova, Presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

 

Em 26/09 é comemorado o Dia Nacional dos Surdos. Essa data foi escolhida em homenagem a criação da primeira escola de surdos no Brasil, fundada em 26 de setembro de 1857 no Rio de Janeiro pelo Imperador Dom Pedro II o Instituto Imperial de Surdos-Mudos. Sua oficialização ocorreu por meio do decreto de lei nº 11.796 em 29 de outubro de 2008.

Segundo dados oficias, em 2010 o IBGE identificou um contingente de 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representava na época 23,9% da população. Desse contingente, os surdos constituem 3,2% da população, ou seja, aproximadamente 5,8 milhões de brasileiros, ou seja, uma quantidade expressiva de pessoas que convivem diariamente com a deficiência e buscam superar as diversas barreiras existentes. 

Importante destacar a LEI Nº 10.436, DE 24 DE ABRIL DE 2002 que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão, bem como a Lei n. 13.146/15 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência),  destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.

Portanto, além da comemoração desta data é importante a reflexão sobre a importância da inclusão das pessoas surdas a nossa sociedade, proporcionando condições as famílias de obterem um diagnóstico preciso ainda nos sinais da deficiência, bem como a garantia de todo acompanhamento necessário para superação do tratamento e superação da deficiência.

A inclusão da pessoa surda somente se torna possível através de uma política Pública eficiente e direcionada. Para tanto deve o Estado priorizar e garantir formação dos profissionais da área de educação a linguagem de Libras, segunda língua nacional. Garantir a presença de um intérprete de Libras nos órgãos públicos, e ainda promover a capacitação profissional e oferta de emprego em iguais condições.

O debate social é necessário para a exposição do assunto, pois são temas relevantes e de interesse social para combate às desigualdades e eliminar o preconceito que ainda permeia nossa contemporaneidade, visando uma sociedade mais justa e igualitária para todos.  


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