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23
ago

DIA MUNDIAL DE COMBATE À INJUSTIÇA


 – Por Fernanda Santos da Silva (Membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB – Subseção de São José dos Pinhais)

 

No dia 23 de agosto celebra-se o dia Mundial de Combate à Injustiça, é uma data que serve principalmente para fazermos uma reflexão acerca do que realmente é justo ou injusto, pois, não raras as vezes o termo injustiça está associado à atos arbitrários praticados pelo ente Estatal, entretanto, injustiça não é ato exclusivo do Estado, ela pode ser manifestada de várias formas, podendo ser praticada individualmente ou por um grupo de pessoas, por meio de atos ilegais ou imorais, os quais devem ser compelidos, pois vão na contramão daquilo que se espera de um Estado Igualitário.

 

Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido estrito), quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido universal), ou seja, justiça é princípio ou virtude moral que inspira o respeito pelos direitos de cada pessoa e pela atribuição do que é devido a cada um.

 

Entender como injusto, algo apenas por que é contrário às nossas pretensões e convicções pessoais, limita-nos a compreender a amplitude do termo justiça, pois justiça, seja coletiva, que destina-se à todos ou à determinados grupos, seja particular, destinada a alguém, é um bem público global, ou seja, é aquilo que deve pertencer a todos de modo indistinto.

 

Portanto, entende-se por injusto a corrupção, a manipulação de vereditos em tribunais para atender a este ou aquele interesse escuso, a má distribuição de renda, a diferença de oportunidades entre as pessoas, os preconceitos e a desigualdade social, tudo isso é o máximo exemplo do que é injustiça e isso precisa ser amplamente combatido através de Políticas Públicas eficazes e principalmente pela adoção de ações mais justas e menos egoístas de todos os indivíduos.

 

“A luta pela justiça é o sacrifício de gerações inteiras pelo direito às vezes de um só, para resgatar a injustiça feita a um oprimido, talvez um estranho.” (Joaquim Nabuco)

 

Por Fernanda Santos da Silva (Membro da Comissão dos Direitos Humanos da OAB – Subseção de São José dos Pinhais)


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