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15
out

DIA DO PROFESSOR – por Cristiano Puehler de Queiroz, Secretário da Comissão de Ensino, Pesquisa e Carreira Jurídica.


Por recomendação da Organização Internacional do Trabalho, no ano de 1966 a UNESCO instituiu o dia 5 de Outubro para homenagear os Professores de todo mundo. Todavia, no Brasil desde 1827 – pouco depois da Independência (1822) – convencionou-se a data de 15 de Outubro como marco de valorização da classe, isto porque o então Imperador Dom Pedro I assinou documento enaltecendo os profissionais do ensino. Meados de 1947, portanto mais de um século depois, efetivamente se iniciou a tradição de comemorar, sempre aos 15 de Outubro, o Dia do Professor no Brasil, com atos e celebrações festivas.

Surgiram inúmeros documentos de reconhecimento ao professorado, implementação de pisos salariais, delimitações de jornadas, nos mais diferentes âmbitos, fundamental, médio, acadêmico, todavia não passam de teoria, meramente formalidades, pois a prática ainda é precária, profissionais mal remunerados, acometidos de doenças laborativas, emocionais, estresse, sem incentivos, sempre recebendo promessas de governantes que, além de descumpridas, não raramente culminam em agravamento da situação.

A Constituição Federal de 1988 garante o direito social à Educação (caput art.6º), estabelecendo-a como caminho para o “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (art.205), garantindo-se igualdade, liberdade, pluralismo e gratuidade (art.206) – o que parece mera Norma Programática, pois não é o que se constata da realidade. Deveria, sim, a Educação gozar de Eficácia Plena, o que obviamente pressupõe valorização concreta do professorado. Todos os países desenvolvidos trilharam o caminho da Educação ampla e intensificada, destarte, qualquer projeto de emancipação social e econômica, exige levar a sério o Ensino-Aprendizagem.

O patrono da Educação brasileira, Paulo Freire, explicou que ninguém ensina nada a ninguém, porém ninguém aprende sozinho, o que significa que o Professor é indispensável na exortação do educando. Freire também adverte: se a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é tornar-se um opressor; logo, a educação deve ser livre de dogmas, plural, científica, deve verdadeiramente emancipar o cidadão ao progresso, libertando-o de estigmas e pechas retrógradas, de sorte que ele próprio não se interessará com vinganças, amarras ou desvalores, mas sim ocupar-se-á com descobertas, axiomas, princípios e trabalhos.

Menosprezar a ciência, a tecnologia, o conhecimento experimentado e comprovado, a informação segura e cabal, e ainda maltratar o estudioso, pesquisador, mestre e professor, é investir no atraso, no retrocesso, é perseguir a ignorância como projeto, além de sabotagem ao próprio futuro, é violação expressa e literal do mandamus Constitucional. Uma nação que escolhe falácias – renunciando as verdades ensinadas e explicadas pelos professores – não conseguirá superar mazelas como criminalidade ou miséria, desigualdade e violência. Esse é o sacerdócio do professorado, investir nas pessoas, libertando-as de imposições ideológicas e manipuladoras (de padronização de consumo, por exemplo) e ajudá-las a crescer como cidadãos, contribuir para que compreendam o que é bom para si e para o próximo, para suas famílias, comunidades, sociedade em geral e gerações futuras.

Feliz Dia Do Professor. Parabéns aos Profissionais do Ensino.

Adv. Cristiano Puehler de Queiroz


Uma resposta para “DIA DO PROFESSOR – por Cristiano Puehler de Queiroz, Secretário da Comissão de Ensino, Pesquisa e Carreira Jurídica.”

  1. Ana Paula de Oliveira disse:

    Parabéns aos nossos queridos mestres! Vocês são as janelas do mundo 👏🏼

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