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06
dez

DIA DA MOBILIZAÇÃO DOS HOMENS PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – PELA COMISSÃO DA MULHER ADVOGADA


Desde 2007, por meio da Lei nº 11.489/2007, o Brasil aderiu à campanha do laço branco, que convoca os homens a se mobilizarem pelo fim da violência contra a mulher.

Em meio aos 21 dias de mobilização pelo fim da violência de gênero, iniciados em 20 de novembro, cabe a pergunta: qual o papel dos advogados nesta pauta?

Além de apoiar e garantir viabilidade aos movimentos à luta feminina, é preciso que os homens atuem entre si para mitigar os efeitos nocivos de uma cultura de masculinidade que fomenta a agressividade e dominação como representação de ser homem.

Lembremo-nos sempre que a violência contra a mulher não é simplesmente uma questão de caráter, mas está fundada em um sistema cultural que naturaliza e incentiva a agressividade masculina, ao mesmo tempo em que impõe à mulher a pecha de sexo frágil, que ainda perdura nos dias atuais.

O resultado desta soma é perverso para com as mulheres, mas também o é para os homens, que encontram dificuldades para expressar seus sentimentos e individualidades sem colocar em cheque sua masculinidade.

Para movimentar essas estruturas, primeiro deve-se olhar para a própria casa, para a família e amigos. Sem dúvida, os advogados costumam servir como referência não só de comportamento, mas como verdadeiro consultor moral para as pessoas próximas, mesmo para aqueles que não são clientes.

Para os clientes em si, o advogado representa mais que um referencial, sendo um consultor profissional de fato, que irá indicar as estratégias a serem adotadas pelas pessoas para quem trabalha.

Aqui temos um espaço valiosíssimo para promover mudanças e o debate.

Desde uma conversa franca com os amigos, até a sugestão de acompanhamento psicológico para aquele cliente que claramente possui problemas para lidar com sua masculinidade, passando, é claro, pela militância absolutamente ética e consciente da desigualdade de gênero em nosso país.

É por meio de atitudes simples, mas que decorrem da compreensão e superação de um complexo tecido social, que seguimos para superar, homens e mulheres, a violência de gênero, rumo à promoção de uma sociedade justa e igualitária.

Por Comissão da Mulher Advogada – Subseção de São José dos Pinhais


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